- Empresários exigem medidas arrojadas ao Governo e ao Banco de Moçambique
Por Aurélio Muianga
Maputo (MOZTIMES) – O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, afirmou que as manifestações pós-eleitorais causaram prejuízos económicos que "totalizam 32,2 mil milhões de meticais e a perda de 17 mil postos de trabalho".
Vuma, que falava esta quinta-feira durante um evento denominado Economic Briefing, em Maputo, explicou que destas perdas, 56% resultaram de vandalizações e os restantes 44% da redução da procura de bens e serviços.
“Foram afectadas, de forma directa, 260 empresas nas três primeiras fases, e 695 empresas na última fase de Dezembro, totalizando 955", afirmou Vuma. "Destas empresas, cerca de 51% sofreram vandalizações totais e/ou saques das suas mercadorias".
A CTA diz ter realizado uma avaliação preliminar das três primeiras fases das manifestações, concluindo que o sector do comércio foi o mais afectado, com perdas totais de 24,8 mil milhões de meticais, o equivalente a cerca de 2,2% do PIB.
Entre várias medidas para recuperar os activos das empresas afectadas, a CTA propõe que o Banco de Moçambique crie um sistema de compensação aos bancos comerciais que aplicarem a Prime Rate com um spread negativo, previamente definido, para os sectores da agricultura e da indústria, com destaque para a agroindústria.
A organização empresarial exige do Governo medidas concretas para libertar os empresários do medo e da ameaça de vandalizações, destruição e saque das suas propriedades, garantindo a livre circulação de mercadorias e a segurança dos trabalhadores.
Os empresários pedem ainda o alívio da carga fiscal e a isenção de encargos sobre produtos básicos essenciais importados.
O ministro da Economia, Basílio Muhate, que participou pela primeira vez neste evento trimestral, garantiu que o Governo está comprometido com a criação de um ambiente favorável às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), promovendo políticas e mecanismos que facilitem o acesso ao crédito, reduzam a burocracia na constituição e formalização dos negócios e incentivem a digitalização empresarial. (AM)
















