- As vítimas mortais são de nacionalidade moçambicana, tanzaniana e malawiana
- Uma equipa destacada de Maputo está a conduzir uma investigação para apurar a causa do incêndio
Por MOZTIMES
Metangula (MOZTIMES) – O incêndio da embarcação de passageiros e carga Chambo, ocorrido este domingo nas águas tanzanianas do Lago Niassa, resultou na morte de três pessoas, disse Omar Magido, delegado local do Instituto Nacional de Transporte Marítimo (ITRANSMAR).
As três vítimas são de nacionalidade tanzaniana, malawiana e moçambicana. A vítima moçambicana era uma criança, segundo Magido. O delegado concedeu uma entrevista esta segunda-feira à Rádio Comunitária de Metangula/Lago.
A embarcação, destinada ao transporte de passageiros e carga entre as comunidades da costa do grande lago, ardeu em águas tanzanianas, tendo sido completamente devorada pelas chamas. Os passageiros a bordo, em número não especificado, recorreram a coletes salva-vidas e foram resgatados por pequenos barcos de pesca. A carga foi totalmente consumida pelas chamas.
“De acordo com o que apurámos no terreno, o incêndio começou através do instrumento de instalação do próprio navio, do lado da proa. Começou lá o curto-circuito. E, como tinha carga, tinha a bordo colchões, o fogo foi alimentar os colchões e, como tinha ventania também, alimentou toda a embarcação em pouco tempo. E pronto, ardeu todo o barco”, afirmou Magido.
No entanto, o delegado do ITRANSMAR negou que a embarcação transportasse combustível (gasolina) no momento do incêndio, uma versão que tem circulado entre a população local.
“Nós, como autoridade reguladora do transporte marítimo, sempre e todas as vezes aconselhamos a tripulação a não carregar nenhuma substância como esta, combustíveis, e o nosso porto nunca atracou combustível. Eles sabem muito bem que a autoridade de Moçambique proíbe a circulação e o transporte de combustível. É uma coisa muito difícil de gerir enquanto há pessoas”, afirmou Magido.
Segundo Magido, terá início esta terça-feira um inquérito conduzido por uma equipa deslocada de Maputo, que vai abranger a tripulação e os passageiros sobreviventes, para apurar a causa do incêndio.
O barco Chambo era o único meio seguro de transporte de passageiros no Lago Niassa. Com o incêndio, o transporte de passageiros e carga fica à mercê de pequenos barcos de pesca, considerados precários.
“Até agora vamos suportar (o transporte) com pequenas embarcações. Mas, como a embarcação Chambo era gerida a nível central, o Governo central irá pensar em como gerir a população do Lago”, afirmou o delegado.
Magido acrescentou que todos os sobreviventes moçambicanos estão em território nacional, enquanto o corpo da vítima malawiana foi trasladado ontem, segunda-feira, para o país vizinho, e os restos mortais da vítima tanzaniana permaneceram no seu país, onde ocorreu o incidente. (MT)















