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Inicio Opinião

Cosmovisão Política de Moçambique Contemporâneo

moztimes por moztimes
Outubro 17, 2025
em Opinião
Reading Time: 7 mins read
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Cosmovisão Política de Moçambique Contemporâneo

Josué Bila.

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Por Josué Bila, uhurubila@gmail.com

Maputo (MOZTIMES) – O Professor Elísio Macamo tem-nos ajudado a reflectir, de forma apurada, sobre a diferença entre observação e análise. Na semana passada, lançou o seu arsenal sociológico ao criticar o mais recente livro de Joseph Hanlon, intitulado Moçambique Recolonizado pela Corrupção: Como o FMI Criou um Estado Oligárquico.

Pessoalmente, reconheço a importância da obra de Hanlon no campo descritivo e como material bibliográfico, que pretendo citar nos próximos meses num artigo académico que estou a escrever. Reconheço igualmente que faz sentido a crítica dirigida ao sociólogo Macamo, segundo a qual o jornalista Hanlon realizou o seu trabalho como repórter de investigação, e não como cientista social.

Ainda assim, independentemente do suposto desconforto causado pela crítica de Macamo, reconheço o seu papel sociológico no aprofundamento e problematização das questões moçambicanas. As suas reflexões têm ajudado muitos investigadores das ciências sociais a sofisticar as suas metodologias e a refinar as suas teorias e questões socioantropológicas.

O que propõe o sociólogo Macamo?

Macamo entende que as denúncias e constatações apenas reforçam e amplificam o que as ruas, os cidadãos e as organizações não-governamentais já vêm dizendo — e que, consequentemente, os intelectuais activistas continuarão a actuar como porta-vozes do “povo”, talvez em nome de uma cidadania rancorosa contra as alegadas elites oligárquicas do Estado moçambicano. Além disso, segundo o sociólogo Macamo, tudo isto pouco contribui para o esforço científico, sobretudo quando tais “constatações” alimentam o debate simplista de que existem “opressores” contra “oprimidos”, sem, contudo, compreender os factores históricos e sociais que produzem a opressão e o privilégio na estrutura social.

A compreensão dos fenómenos sociais ou políticos não deve, prioritariamente, seguir uma lógica pró ou anti-governamental — razão pela qual os cientistas sociais são o oposto dos “dizeres comuns”, pois procuram desconstruir em profundidade os componentes da argamassa social. Nesse trabalho de desconstrução, os cientistas sociais descobrem as composições invisíveis dessa argamassa. De igual modo, procuram compreender o significado que certos detalhes invisíveis (componentes ou composições) têm para pessoas interligadas por múltiplos laços e instituições.

Talvez o que significa ser, ou aspirar a ser, líder comunitário tenha semelhanças com o esforço de ser chefe de cozinha (num casamento ou funeral), director, administrador, governador ou presidente (no sector público, estatal, empresarial ou associativo). O cientista social deve ser diligente e aprofundar-se para descobrir as linhas (ir)regulares de comportamento associadas a essas disputas ou cargos e, consequentemente, o que tais posições significam na sociedade como um todo.

Essas disputas por cargos ou poder conduzem inevitavelmente à pergunta: o que significa poder para as pessoas interligadas entre si na estrutura social? O que fazer com o poder? Existem padrões regulares de comportamento no exercício do poder na família (pelo chefe da família), na igreja (pelos líderes — pastores, reverendos, apóstolos, profetas), na empresa, na escola (pelos directores), ou no governo municipal, provincial ou central?

Talvez os cientistas sociais possam, dependendo das teorias, metodologias e criatividade, esclarecer por que é que os padrões regulares de comportamento na busca por posições ou pela pertença às “elites oligárquicas” em Moçambique, por exemplo, são semelhantes independentemente da origem do grupo ou do indivíduo.

Assim, a pergunta mantém-se: o que significa poder nas nossas relações sociais?

A minha pequena abstração pode seguir os ensinamentos do Professor Carlos Serra, segundo o qual a sua sociologia procurava “tirar a casca dos fenómenos para compreender a alma dos gomos sociais, sem esquecer que o mais difícil é entender a casca”. De facto, uma visita à obra sociológica de Serra revela o alerta de que compreender os fenómenos sociais é muito mais complexo do que simplesmente descrevê-los e observá-los. Parece-me que o Professor Macamo está a advertir os participantes do debate nacional para distinguirem entre descrever os gomos e as cascas e compreender a alma desses gomos e cascas.

Cosmovisão Política em Moçambique

Se observarmos os padrões regulares de comportamento na sociedade, perceberemos que a esmagadora maioria dos homens e mulheres pertencentes aos chamados “grupos anti-status quo” (por alegadamente se posicionarem ao lado dos oprimidos) reproduz as mesmas formas de opressão e privilégio das chamadas elites oligárquicas ou recolonizadoras do Estado. Contudo, devido a tantas acusações e constatações, perde-se de vista que os laços sociais, as interconexões políticas, a produção ou reprodução do poder, as amizades, as coligações, os interesses entre grupos e indivíduos, e a cosmovisão local sobre política e economia têm mais peso do que as observações imediatas sobre a “recolonização de Moçambique pela corrupção” e sobre “como o FMI criou um Estado oligárquico”.

Os intelectuais e activistas que se afirmam defensores da justiça, da responsabilização e da transparência em Moçambique precisam de compreender as causas socio-históricas da nossa “malandragem existencial”.

As causas socio-históricas não são apenas fragmentos dispersos e dinâmicos do passado; são processos que moldam — ou moldaram — a forma como uma sociedade ou comunidade pensa, sente e age nas suas circunstâncias quotidianas. A cosmovisão é, evidentemente, resultado desses processos socio-históricos. Neste sentido, aspectos como o facto de, num casamento ou num funeral, servirmos primeiro o pastor da igreja, depois alguns “convidados especiais” e só mais tarde as crianças pobres e as viúvas, ilustram a nossa cosmovisão geral enquanto pessoas interligadas — com implicações directas na nossa cosmovisão política.

A cosmovisão política não nasce apenas do Estado nem das elites; é influenciada por múltiplos caldeirões históricos e dinâmicas sociais.

A diferença entre as práticas corruptas de vários grupos reside no lugar onde cada grupo ou indivíduo actua na vida. Todos nós (onde estão as excepções?) carregamos o peso da desonra republicana. Todos fomos socializados para lutar pela justiça com discursos moralistas e práticas injustas, desde que o meu/teu grupo ou amigo ajude o meu/teu projecto a expandir-se.

Portanto, a questão fundamental não pode ser apenas denunciar as elites opressoras ou colonizadoras, mas questionar se esses comportamentos das elites (opressoras/recolonizadoras) não são simplesmente uma reprodução de comportamentos já existentes na estrutura social.

Repito a velha máxima: um dos grandes problemas dos nossos analistas é que “analisam” a política de cima para baixo. O ressentimento dos cidadãos em relação às elites oligárquicas resulta igualmente dessas múltiplas “análises” da política a partir do topo, porque nos recusamos a compreender e responsabilizar a política que emerge de baixo.

Eu escrevo “Política” com P maiúsculo, e também “política” com p minúsculo. A “política de baixo” e a “política de cima” são irmãs gémeas: alimentam-se mutuamente, sustentam-se uma à outra, sem saber, porém, qual delas nasceu primeiro. Não operam de forma súbita — são produto de vários caldeirões históricos e dinâmicas sociais.

Quais são os legados, as cosmovisões e os procedimentos éticos que a geração actual herdou das anteriores? Quais são os impactos comportamentais desses legados?

Talvez essa cidadania rancorosa contra a “Política” (as elites oligárquicas/recolonizadoras do Estado) nos impeça de compreender que a nossa empregada doméstica, a vendedora de amendoim torrado ou o cobrador de chapa podem ser tão perversos quanto as elites oligárquicas — precisamente porque preferimos expor os elementos visíveis (as elites oligárquicas/recolonizadoras, por exemplo), ignorando outros elementos estruturais subjacentes e, pior ainda, sem os relacionar com a história da produção do que chamo de cosmovisão política de Moçambique contemporâneo.

Uma cosmovisão cujas práticas se resumem a privilégios, imprevisibilidade, malandrice, favores, grosseria e vulgaridade — onde cada grupo ou indivíduo explora e saqueia “tudo” o que está ao seu alcance, ignorando os direitos da maioria e comprometendo a construção da República, na insaciável proliferação da impunidade.

O que por vezes diferencia alguns actores sociais de outros são apenas os espaços a partir dos quais energizam as suas vidas, mas a mentalidade — ou a “cosmovisão política de Moçambique contemporâneo” — existente na estrutura social pode ser a mesma.

Por que razão expomos e mobilizamos as nossas vulgaridades interindividuais e os nossos deslizes republicanos sem piedade nem arrependimento?

Conclusão

Todos nós fomos socializados dentro desta “cosmovisão política de Moçambique contemporâneo” — e ela não começou em 1975 —, a partir da qual carregamos baús de esquemas obscuros para desviar dinheiro, bens e diversos recursos: frutos da desonestidade e do roubo que se manifestam nas ruas, nas famílias, nas festas, nas bancas, nos transportes públicos e nas instituições da sociedade civil, do sector privado e do Estado.

Reconhecer que esses baús de práticas obscuras não são carregados apenas pelas “elites colonizadoras”, mas por toda a sociedade, é um exercício terapêutico e de honestidade.

Infelizmente, existem muitas vozes intelectuais desonestas na crítica nacional, que preferem falar dos pecados visíveis de um grupo “oligárquico” ou “colonizador”, em vez de abordar o coração social que os produz. (JB)

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