- As partes ainda têm pendente o custo adicional de USD 4,5 mil milhões decorrente do período de paralisação
- O projecto emprega actualmente mais de 5 mil pessoas e o número pode duplicar no pico da construção
Por MOZTIMES
Pemba (MOZTIMES) – A TotalEnergies relançou esta quinta-feira, em Afungi, o projecto Mozambique LNG, avaliado em 20 mil milhões de dólares, para a exploração, liquefacção e exportação de gás natural.
O projecto estava paralisado desde Março de 2021, na sequência de ataques de grupos de insurgentes locais afiliados ao Estado Islâmico.
O Presidente da República, Daniel Chapo, presidiu à cerimónia de relançamento do projecto, que contou igualmente com a presença do CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné. No seu discurso, Chapo afirmou que o relançamento simboliza a confiança da TotalEnergies e dos seus parceiros em continuar a investir em Moçambique, apesar de o conflito ainda persistir na região.
Segundo o Presidente, o projecto emprega actualmente cerca de 5 mil pessoas, das quais 80 por cento são moçambicanas e 40 por cento oriundas da província de Cabo Delgado, onde está sediado, e irá explorar gás offshore. Chapo sublinhou que o empreendimento irá contribuir para o desenvolvimento económico do país e da província.
Entretanto, durante o período de paralisação, a TotalEnergies disse ter incorrido em custos adicionais estimados em cerca de USD 4,5 mil milhões, valor que a empresa defende que deve ser recuperado antes do pagamento de impostos ao Estado moçambicano. A falta de acordo em torno deste montante terá retardado a retoma do projecto desde Setembro do ano passado, sem que até ao momento tenha sido alcançado um entendimento final.
O Governo de Moçambique mandou realizar uma auditoria aos custos associados ao período de paralisação do projecto. Daniel Chapo afirmou que as partes decidiram avançar com o relançamento enquanto se aguardam os resultados da auditoria, o que sinaliza que um acordo poderá estar iminente.
O projecto, com uma duração prevista de 30 anos, deverá ser estendido por mais 4,5 anos, correspondentes ao período em que esteve paralisado.
Este é o maior projecto de LNG de Moçambique e da África subsaariana. A sua retoma alimenta expectativas de que outro projecto de dimensão similar, o Rovuma LNG, operado pela ExxonMobil, possa anunciar a sua decisão final de investimento nos próximos 12 meses. (MT)















