Por MOZTIMES
Pemba (MOZTIMES) – Insurgentes mataram três pessoas em incursões em aldeias do distrito de Macomia na semana passada. Os ataques foram registados nas aldeias de Nkoe e Nguida, nos dias 10 e 12 do corrente mês, o que marca um novo ciclo de violência contra civis, após cerca de um mês de relativa calma.
Segundo fontes locais, a primeira incursão ocorreu no dia 10, em Nkoe, por volta do meio-dia, quando os insurgentes cercaram a aldeia, que estava quase vazia, uma vez que os moradores tinham sido alertados da aproximação dos atacantes. A única pessoa que não conseguiu abandonar a aldeia foi torturada, assassinada e decapitada.
Em Nkoe, os insurgentes também saquearam diversos produtos alimentares da população.
Já no domingo, dia 12, os insurgentes entraram na aldeia de Nguida, onde, após relatos da sua presença em Nkoe, parte da população havia fugido para a vila de Macomia.
Entretanto, os insurgentes na região interceptaram três adolescentes enquanto caçavam com armadilhas tradicionais. Após uma série de perguntas, um deles foi decapitado e os outros dois mantidos sob custódia. No dia seguinte, um segundo caçador foi igualmente morto, e o terceiro foi libertado, com a mensagem de avisar a aldeia de que os insurgentes poderiam atacar a qualquer momento, narrou um morador local.
As incursões dos insurgentes forçaram o deslocamento de populações de várias aldeias, incluindo Nguida e Liukwe, vizinhas de Nkoe. Na tarde desta terça-feira, várias outras famílias abandonaram as aldeias de Licangano e Onumoz após relatos de aproximação de insurgentes. Estas aldeias distam entre 7 e 10 quilómetros da vila de Macomia.
“Há muita gente que entrou no bairro de Xinavane (vila de Macomia) desde esta tarde. Esses homens foram vistos entre Nguida e a aldeia de Chicomo. Então, as pessoas tiveram medo e saíram para a vila”, relatou um morador de Macomia-sede.
O distrito de Macomia tem sido o epicentro da actividade dos insurgentes e é onde se acredita que se encontram as principais bases do grupo. Estão destacadas no terreno diferentes forças governamentais para combater a insurgência, incluindo as forças do Ruanda, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), a Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e a milícia da Força Local. Ainda assim, os insurgentes continuam a se movimentar com alguma facilidade. (MT)














