- Reportado primeiro caso de extorsão a automobilistas no troço Mocímboa da Praia–Palma
- Militares assassinados por insurgentes estavam destacados para o Teatro Operacional de Afungi, em Palma
Por MOZTIMES
Pemba (MOZTIMES) – A circulação de grupos insurgentes no distrito de Palma, durante as primeiras duas semanas de Agosto, obrigou à paralisação de algumas actividades de empresas subcontratadas pela TotalEnergies que operam na região.
Segundo fontes locais, as empresas foram alertadas de que a situação de segurança se deteriorara nos últimos dias e suspenderam operações há quase uma semana. Os trabalhadores encontram-se confinados no acampamento da TotalEnergies, em Afungi.
As movimentações insurgentes foram registadas em comunidades como Maputo (no limite entre Palma e Mocímboa da Praia), Mute e Maganja, próximas do acampamento de Afungi.
Nessas localidades, os militantes islamistas saquearam produtos alimentares e sequestraram seis pessoas, que só foram libertadas após o pagamento de resgates entre 10 mil e 30 mil meticais (cerca de 150 a 500 dólares norte-americanos).
Militares assassinados estavam destacados para proteger o projecto da TotalEnergies
Dois membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), capturados e assassinados por insurgentes a 15 de Agosto, estavam afectos ao Teatro Operacional Especial de Afungi (TOEA), criado para proteger o projecto Mozambique LNG, de exploração e liquefação de gás natural na Bacia do Rovuma.
As vítimas foram interceptadas quando viajavam numa motorizada conduzida por um moto-taxista, no troço entre Pundanhar e a vila de Palma, para onde se dirigiam a fim de tratar de assuntos bancários de carácter pessoal.
Segundo um residente de Palma, que conhece o moto-taxista, este foi libertado apenas após o pagamento de um resgate, cujo valor não foi especificado. A motorizada, entretanto, ficou em posse dos insurgentes.
Três dias depois, o Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque através dos seus canais de propaganda, divulgando fotografias onde se viam os dois soldados mortos, a motorizada e o documento de identificação militar de um deles.
Uma fonte das Forças de Defesa e Segurança disse ao MOZTIMES que, após o assassinato, entrou em vigor uma ordem proibindo saídas não autorizadas de todos os militares destacados no TOEA.
“O comando deixou claro numa reunião que nenhum militar deve deslocar-se para qualquer ponto antes de concluir a sua missão”, explicou o oficial.
A morte dos dois soldados ocorreu num contexto de movimentação de insurgentes em aldeias do sul de Palma, fenómeno que não se verificava desde finais de 2021, após a libertação de Mocímboa da Praia com apoio das tropas ruandesas.
Ainda este sábado, uma viatura foi interceptada por homens armados, presumivelmente insurgentes, no troço Mocímboa da Praia–Palma. Cerca de uma hora depois, a viatura foi libertada juntamente com os ocupantes, que, no entanto, foram obrigados a pagar dinheiro para garantir a sua libertação, segundo fonte local. (MT)















