- Desde finais de Junho os insurgentes têm atacado aldeias em Palma, elevando a ameaça aos bilionários projectos de gás da bacia do Rovuma
Por MOZTIMES
Pemba (MOZTIMES) – Insurgentes apoiados pelo Estado Islâmico continuam a realizar ataques no distrito de Palma, onde está localizado o projecto Mozambique LNG, operado pela TotalEnergies. Na segunda-feira (25), militantes jihadistas capturaram e assassinaram dois homens na aldeia de Uvilili, Posto Admistrativo de Olumbi, cerca de 30 quilómetros a sul do acampamento da TotalEnergies em Afungi.
A recente onda de ataques levou a TotalEnergies a reforçar medidas de segurança, instruindo as empresas subcontratadas a manter os seus trabalhadores dentro do acampamento. As Forças de Defesa e Segurança destacaram tropas para a região, mas o ataque desta semana mostra que a ameaça insurgente permanece activa.
Segundo fontes locais, as vítimas de Uvilili foram encontradas numa mata enquanto realizavam actividades rotineiras do campo. O Estado Islâmico reivindicou o ataque esta terça-feira, afirmando nos seus canais de propaganda que os “soldados do califado capturaram e assassinaram três cristãos”. O grupo não publicou imagens, como fez noutras ocasiões, e não há evidências de que as vítimas fossem de facto cristãs. Tais mensagens fazem parte da narrativa do IS de alegar que não ataca muçulmanos.
“É verdade que mataram duas pessoas. Os insurgentes encontraram-nas na mata, enquanto muita gente permanecia na aldeia, que não fica longe dali”, contou ao MOZTIMES um residente local.
Outro morador relatou que a zona é usada frequentemente pelos insurgentes como corredor. “Aquela floresta sempre foi caminho preferido dos insurgentes. Eles passam por ali para ir buscar caril [peixe] na costa e, no regresso, seguem pela mesma via em direcção ao interior.”
Desde Agosto, os insurgentes já realizaram incursões em várias aldeias de Palma, incluindo Maputo, Mute, Maganja e Pundanhar, contra alvos civis e militares. (MT)















