Por Aurélio Muianga
Maputo (MOZTIMES) – A Administração Nacional de Estradas (ANE) estima em pouco mais de 4,7 biliões de meticais o montante necessário para reparar as estradas do País, em caso de danos causados por inundações, na actual época chuvosa, em Moçambique.
O chefe de monitoria de emergências da ANE, Gonçalves Langa, disse ao MOZ TIMES que parte do orçamento do sector rodoviário, incluído no Plano de Contingência para a época chuvosa 2024-2025, será destinada à reparação de pouco mais de 17.000 quilómetros em risco, abrangendo dez províncias.
Outra parte, não especificada, desse orçamento será aplicada na reparação de mais de 9.232 quilómetros de "estradas críticas".
As duas categorias de estradas que, provavelmente, serão afetadas pelas inundações estão presentes em todas as províncias do país, com exceção da cidade de Maputo.
A maior parte do orçamento será investida na província sulista de Gaza – 1,3 biliões de meticais para reparar danos em mais de 1.707 quilómetros de estradas em risco e 724 quilómetros de estradas críticas.
Para a província mais populosa, Nampula, no norte, estão destinados 774 milhões de meticais. Este montante será usado para 1.764 quilómetros de estradas em risco e 1.410 quilómetros de estradas críticas. O pacote de Nampula inclui ainda 35 pontes, 28 passagens de nível e 160 aquedutos.
A ANE gere uma rede de 30.000 km de estradas, das quais apenas 8.000 km são pavimentadas. De acordo com Gonçalves Langa, o orçamento deverá ser mobilizado junto aos parceiros de Moçambique, ao longo do ano e não contará com recursos do Orçamento do Estado.
Entretanto, a ANE utilizará os seus próprios fundos para pagar aos contratados permanentes pela manutenção rotineira de algumas das estradas críticas sob sua gestão.
Actividades rotineiras já estão em curso, como a limpeza de canais de drenagem e a identificação de contratados, com capacidade instalada, para intervenções imediatas na época chuvosa. Alguns contratados poderão receber contratos de vários anos.
O trabalho imediato também inclui a divulgação de informações, por meio da mídia, sobre as estradas em risco, a mobilização de recursos para lidar com danos causados pelas chuvas e a colocação, com antecedência, de pontes metálicas em áreas de risco. (AM).















