- Lucros recorde de USD 225 milhões são esperados
- Níveis de água deverão recuperar até ao final da presente época chuvosa com a previsão de precipitação normal
Por Aurélio Muianga
Maputo (MOZTIMES) – A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), maioritariamente detida pelo Estado, estima que este ano irá pagar aos cofres do Estado USD 292 milhões (cerca de 18,5 mil milhões de meticais), em taxas e impostos, como resultado do desempenho do ano económico de 2024, com lucros recorde estimados em USD 225 milhões, referiu a empresa em comunicado.
Para o Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, citado no comunicado, este desempenho demonstra o papel estruturante e estratégico da Hidroeléctrica de Cahora Bassa no desenvolvimento do país e na melhoria das condições de vida dos moçambicanos.
Nos primeiros meses de 2024, a HCB já havia registado um lucro líquido de 12,9 mil milhões de meticais, um aumento de 13,4% em relação ao mesmo período de 2023.
A HCB é um dos maiores produtores de energia hidroeléctrica da África Austral. Em 2024, alcançou uma produção total de 15.753,52 GWh, num contexto hidroclimático adverso, caracterizado por uma seca severa provocada pelo fenómeno climático El Niño, segundo refere a empresa.
A previsão climática sazonal do Southern Africa Regional Climate Outlook Forum – 29 sugere a possibilidade da ocorrência do fenómeno El Niño até ao final da época chuvosa de 2024/2025, particularmente na segunda metade (Janeiro/Fevereiro/Março), com uma elevada probabilidade de precipitação normal nesta região, nomeadamente na Bacia do Zambeze.
No final da primeira metade da época chuvosa de 2024/2025, a 31 de Dezembro de 2024, a altura do reservatório de Cahora Bassa era de 305,20 metros acima do nível médio do mar, o que corresponde a 21,19% da capacidade útil de armazenamento de água.
O reservatório é o quarto maior de África, cobrindo uma área de 2.700 quilómetros quadrados e com uma profundidade média de 26 metros. A HCB emprega cerca de 800 trabalhadores. Em relação a acidentes de trabalho e doenças profissionais, Tomás Matola garante que “pela primeira vez na história da empresa, não foram registados acidentes de trabalho”. (AM)















