Por MOZTIMES
Maputo (MOZTIMES) – As províncias do centro e norte de Moçambique continuam a registar elevados níveis de insegurança alimentar e nutricional, segundo o Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN).
Nampula e Zambézia, as províncias mais populosas do país, têm mais de 40 por cento da sua população em situação de insegurança alimentar e nutricional, enquanto Sofala, Manica e Cabo Delgado registam cerca de 30 por cento. As províncias do sul apresentam menos de 20 por cento da população afectada por insegurança alimentar e nutricional.
De acordo com Judite Mussácula, secretária executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), falando à imprensa na sexta-feira, em Maputo, durante a 7.ª sessão ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSAN), o país precisa de reforçar a produção agrícola e promover bons hábitos alimentares, bem como melhorar a comunicação sobre o aproveitamento dos alimentos disponíveis.
“O que produzimos, batata ou feijão, precisa de ser integrado nas refeições diárias das nossas crianças. As mães também precisam de alimentar-se bem durante a gravidez, devem consumir ovos, papa nutritiva, com aquelas misturas locais de amendoim e coco”, afirmou.
Por seu turno, a Primeira-Ministra, Benvinda Levi, advertiu que o ciclone Gezani, actualmente no Canal de Moçambique, poderá agravar a insegurança alimentar, após as inundações que atingiram o centro e sul do país em meados de Janeiro.
“Neste momento, enfrentamos uma ameaça séria. Um outro ciclone pode devastar áreas que não foram afectadas pelas primeiras inundações. Isto irá certamente agravar a nossa segurança alimentar e nutricional”, acrescentou. (MT)















