Por Ricardo Dias
Maputo (MOZTIMES) – O embaixador da Turquia em Moçambique, Ferhat Alkan, pediu ao Governo moçambicano que proteja os investimentos do seu país no contexto dos protestos pós-eleitorais, que têm destruído várias infraestruturas, incluindo empreendimentos económicos.
Ferhat Alkan foi recebido pelo Presidente Daniel Chapo esta quarta-feira para apresentar a carta credencial que oficializa a sua nomeação como chefe da missão diplomática em Moçambique. Foi nesta ocasião que solicitou a proteção dos investimentos turcos.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, explicou a jornalistas que o embaixador turco “referiu-se a uma fábrica de cimento e ao problema que estamos a ter agora em relação à questão dos preços, e pediu a proteção da empresa dele e de outros investimentos".
As fábricas de cimento em Moçambique têm sido visadas pelos protestos populares, que exigem a redução do preço do produto num prazo de 100 dias, a contar de 15 de janeiro.
A contestação surge como resposta a uma demanda de Venâncio Mondlane, que questionou o facto de o cimento produzido em Moçambique ser mais caro no próprio país do que na África do Sul e em eSwatini.
Há dias, a população de Matutuíne tentou invadir a fábrica de produção de cimento Dugongo, uma parceria entre a China e a Frelimo, exigindo preços mais baixos, empregos e a instalação de um ponto de venda na região. A empresa tem estado a operar a meio gás, pois tem sido um dos principais alvos das manifestações nos pontos de venda.
O Ministro da Economia, Basílio Muhate, reuniu-se esta quarta-feira com os produtores de cimento para “discutir a produção, distribuição e preços do cimento, bem como estratégias para melhorar a competitividade e a sustentabilidade da indústria”, segundo escreveu na sua página do Facebook. (RD)















