Por MOZTIMES
Maputo (MOZTIMES) – Moçambique vai retardar o início do ano escolar por cerca de um mês, devido às cheias na região sul do país, que afectaram mais de 812 mil pessoas, cerca de metade das quais professores e alunos, anunciou esta terça-feira o Conselho de Ministros, em comunicado.
O regresso às aulas estava previsto para a primeira semana de Fevereiro e foi adiado para a última semana do mesmo mês, uma vez que cerca de 427.289 alunos e 9.204 professores foram directamente afectados pelas cheias.
No total, as cheias afectaram 431 escolas, destruíram 281 salas de aula e levaram à transformação de 80 escolas em centros provisórios de acolhimento de pessoas deslocadas. Outras 218 escolas continuam sitiadas pelas águas.
O sector da saúde é outro dos mais severamente afectados pelas cheias. Segundo dados do Instituto Nacional de Gestão de Desastres Naturais (INGD), 229 unidades sanitárias foram atingidas.
As chuvas destruíram ainda parcialmente 3.447 casas e totalmente 771 habitações, bem como 1.336,5 quilómetros de estradas, incluindo a principal via do país, a Estrada Nacional Número Um (EN1), actualmente cortada no distrito da Manhiça, a cerca de 100 quilómetros da capital, Maputo, interrompendo o tráfego rodoviário entre o sul e o norte do país.
Do total de 812.335 pessoas afectadas pela época chuvosa e ciclónica desde Outubro do ano passado, 691.522 foram afectadas nos últimos 20 dias, ou seja, desde 9 de Janeiro corrente, o que provocou uma emergência humanitária, devido à necessidade de prestar assistência a um elevado número de pessoas num curto espaço de tempo. As cheias causaram 137 óbitos confirmados, mais de 148 feridos e seis pessoas dadas como desaparecidas.
Moçambique necessita de 6,6 biliões de meticais para responder à emergência causada pelas cheias e tem vindo a receber apoio de vários países e organizações internacionais, incluindo compromissos de doações financeiras.
Recentemente, o Governo da Noruega anunciou uma ajuda de dois milhões de dólares, enquanto o Governo dos Estados Unidos da América anunciou uma contribuição de um milhão de dólares.
Nos últimos dias, o nível das águas tem vindo a baixar, na sequência da redução da intensidade das chuvas, o que tem permitido às equipas de resgate alcançar regiões mais remotas e habitadas, onde ainda existem pessoas sitiadas. (MT)















