– Presidente Daniel Chapo exige que SISE concentre esforços no combate à subversão política, terrorismo e crime organizado transnacional
Por Noémia Mendes
Maputo (MOZTIMES) – O Presidente Daniel Chapo nomeou, esta terça-feira, José Pacheco para o cargo de Director-Geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE), sete meses após a morte do anterior chefe dos serviços de inteligência num acidente de viação. O novo chefe da inteligência tomou posse esta quarta-feira, em Maputo, e o chefe do Estado exigiu dele o foco no combate à subversão política, terrorismo e ao crime organizado transnacional.
Pacheco é um governante experiente, tendo já ocupado diversas pastas ministeriais, incluindo as de Ministro do Interior, Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ministro da Agricultura, bem como a de Governador de várias províncias.
Natural da província de Sofala – a mesma de onde é oriundo o Presidente Daniel Chapo – Pacheco assume agora a chefia da principal agência de inteligência do Estado, tornando-se uma das figuras-chave na assessoria ao Chefe de Estado em matéria de segurança interna e externa.
“O crime organizado é uma das maiores preocupações do Estado. Para atingir os seus intentos, infiltram-se nas instituições-chave do Estado e actuam dentro do próprio Estado”, afirmou o Presidente Daniel Chapo após empossar o novo chefe dos serviços de inteligência.
Chapo referiu-se a casos concretos já conhecidos de emissão ilegal de documentos de identificação nacionais, como certidões de nascimento, bilhetes de identidade e passaportes, para cidadãos estrangeiros, destacando que esta prática deve ser combatida pelo SISE.
O Presidente falou ainda de “financiamento às organizações antidemocráticas, à subversão, à manipulação da população, à compra de mentes para criar o caos e a desordem social”, o que pode ser interpretado como uma mensagem de ameaça ao trabalho de organizações da sociedade civil e partidos da oposição.
Sobre o terrorismo em Cabo Delgado, o Chefe do Estado instruiu o novo chefe da agência central de inteligência a “identificar de forma clara e com provas concretas os mandantes, os líderes, as fontes de financiamento, as lideranças, seus objectivos, as motivações, os operativos, suas ligações internas e externas”. (NM)
(Texto actualizado às 15h30 com o discurso de Daniel Chapo)
















