- Chefe do Estado-Maior do Exército ruandês visitou Cabo Delgado dias após baixas reportadas nas tropas do seu país
Pemba (MOZTIMES) – A escolta militar no troço Macomia–Awasse continua interrompida na sequência de um grande ataque de insurgentes ocorrido no domingo, 22 de Fevereiro.
Já passa mais de uma semana que o tráfego rodoviário para o norte de Cabo Delgado é feito pela via Montepuez–Mueda, um percurso longo, por estradas de terra batida, o que aumenta significativamente o tempo e o custo da viagem.
Fontes locais na vila de Macomia informaram que, na sexta-feira (27), um comandante da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) prometeu que a circulação retomaria no sábado (28). Numa primeira fase, os agentes da Polícia acompanhariam os proprietários das viaturas abandonadas na zona de V Congresso, cujos pneus estão furados desde domingo.
Alguns mecânicos encontram-se há vários dias na vila de Macomia, prontos para se deslocarem ao local dos ataques na N380 para recuperar os camiões, alguns dos quais transportavam produtos destinados ao apoio humanitário na zona norte de Cabo Delgado. No entanto, por razões de segurança, esta operação ainda não foi concluída.
Entretanto, o Chefe do Estado-Maior do Exército das Forças de Defesa do Ruanda, Major General Vincent Nyakarundi, visitou, no dia 26 de Fevereiro, as forças do seu país em Cabo Delgado. Primeiro escalou Pemba, onde manteve um encontro com o Comandante do Exército das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Major General André Rafael Mahunguane, e realizou uma visita de cortesia ao Governador de Cabo Delgado, Valigy Taubo. Depois, deslocou-se a Mocímboa da Praia, sede das Forças do Ruanda em Cabo Delgado.
A comunicação oficial refere que a visita do General Vincent Nyakarundi tinha como objectivo reafirmar a cooperação contínua em matéria de segurança entre os dois países no combate ao terrorismo. No entanto, importa destacar que a mesma ocorreu dias após um grande ataque de insurgentes contra uma coluna de viaturas escoltada por tropas do Ruanda e que, segundo a propaganda do Estado Islâmico, seis militares ruandeses foram mortos na emboscada. (MT)















